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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

QUAL O VALOR DOS MÚSICOS?



Se tem um segmento na igreja, que trabalha demais, e, muitas vezes, sem nada receber em troca, são os músicos. Eles se  esforçam ao máximo para isso, levando em conta que é a obra de Deus, que a recompensa vem dele.
Eles trabalham nos corais de adultos, nos juvenis, nas bandas de músicas, dando aula, mas nem sempre são compreendidos pelo que fazem, porque, além de trabalhar "de graça", pois só Deus os recompensa, alguns ainda ficam contra eles, não se lembrando que o músico não é pago pela igreja, mas na maioria das vezes, apenas podem receber a passagem de volta para casa, ou uma ajuda financeira, como um músico que conheço, C.B., um dos mais antigos, que inaugurou vários corais e ennsinou muitos músicos que hoje trabalham nas Assembleias de Deus. São uns heróis de Deus, pois além de nada receberem em termos financeiros, ainda há pessoas que deveriam apoiar eles com toda a estrutura que precisassem, mas ainda os criticam, como se fossem empregados deles, e não um servo de Cristo, um levita na casa de Deus.Se bem que, alguns exageram, ficam mais tempo com os corais que regem, do que com a família, o que é uma anomalia, pois ele deve dar também atenção à sua esposa e filhos. Conheci um cuja esposa chorava de angústia, pois a esposa não tinha um lazer de forma alguma, porque seu marido só pensava em música, coral, e não dava a atenção devida, como marido.
Muitos deles se dão tanto à obra, com verdadeiro amor, que até regem dois três corais duma vez, se cansando, estressando-se demasiadamente. E olhem que a maioria deles mal recebem alguma coisa. Na Assemblea de Deus ainda não há essa cultura, esses costume de pagar aos músicos, de ver eles como ministros, como na Batista,já que eles estudam tanto, pagam livros caros, passam horas e horas treinando nos seus instrumentos musicais, como pianos, violões, saxofones, entre outros instrumentos musiciais. Eles são os levitas músicos( nem todos os levitas eram músicos)que fazem um trabalho muito importante para a glória de Deus.
 Na Batista, eles são pagos, e muito bem pagos; nas igrejas históricas, geralmente, eles são mais valorizados, não só como músicos, mas como irmãos em Cristo, e não são vistos como meros crentes, pois não sei porque músico ficou com essa fama de que não são crentes sinceros. Conheço vários assim, crentes de verdade.
Isso me faz pensar se os músicos nas Assembleas de Deus fossem pagos, bem pagos; será que trabalhariam melhor que agora? Haveria mais músicos disponíveis? Paulo escreveu em 2 Co 2, que o"o trabalhador é digno de seu salário". Seria bom, acho, pois não teria tantas congregações sem músicos, e corais cantando sem divisão de vozes, nem com playbacks,o que ainda acontece, infelizmente. Lembro que todas as comissões dos círculos de oração, antigamente, cantavam com vozes divididas, mas depois da escassez de músicos nas igrejas pentecostais, começaram a usar playbacks. Foi a forma mais fácil de não prejudicarem a obra de Deus.
Penso que os músicos devem ser mais valorizados, dando mais estruturas a eles. Muitas vezes nem dinheiro para as partituras eles conseguem, e ficam com os ensaios prejudicados; até um local adequado para ensaiar eles, muitas vezes, não conseguem. Esses são só uns dos sofrimentos que eles enfrentam. Grandes trabalhadores os músicos. Prestam mesmo grandes serviços à igreja.
Lembro de dois músicos que inauguraram uma escola de música em um prédio numa igreja pentecostal,em um subúrbio pobre. Muitos múscos que hojem tocam nas igrejas, aprenderam com eles, e estão colaborando para a glória de Deus. No entanto, nenhum apoio receberam da igreja, nada mesmo, mas só críticas da parte de quem deveria ter ajudado. E poderia até servir como uma forma de evangelização na comunidade, pois eram músicos bons, de qualidade, mas que não durou muito tempo as aulas, embora todos vissem os frutos deles nas igrejas ao redor do prédio onde aconteciam as aulas.Mesmo assim a igreja não deu apoio financeiro algum para isso. É uma tremenda falta de visão do que é o reino de Deus. Que benefício não iria trazer para a comunidade! Claro que tem aí o Projeto Samuel, da Assembleia de Deus de Recife, presidida pelo pastor Aílton José Alves, homem de grande visão, que faz um ótimo trabalho também, mas poderia ter feito mais, e ha mais tempo;mas o bom é que fazem. Vemos aí, também, a orquestra de Joana Bezerra fazendo um trabalho maravilhoso, tirando as crianças das ruas e das drogas.  Que lindo isso! Quem deveria fazer isso era a igreja, primeiramente. Mas, infelizmente, as visões de muitos estão restritas  somente nas estruturas dos templos, e outros gastos.
Gostaria que  essa mentalidade fosse mudada, e que os músicos de algumas igrejas pentecostais fossem mais valorizados, pois eles merecem.

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