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quarta-feira, 11 de junho de 2014

O OBSERVADOR

O livro de Eclesiastes é um livro singular, não só por ser inspirado, e isso é  oque ele tem de  melhor, mas também por ser um livro filosófico, onde a vida é entendida sob o ângulo terrestre, "debaixo do sol", como o autor, Salomão, sempre repete.
No capítulo 9 ele fala sobre algumas observações interessantes sobre os homens, e diz que todos são iguais, o que acontece a um, ocorre com o outro, seja ele justo ou não, adorador ou não, pois todos morrem, e nem sempre a sabedoria, o fato de ter sido bem nascido, a inteligência, ajuda a pessoa a não ser aqueles encontrados na vinda de Cristo, mas que existem outras circunstâncias favoráveis ou nao, e ele vai mostrando tudo isso ao longo do capítulo. Minha intenção aqui não é tentar explicar cada versículo, mas apenas um mero comentário, uma crônica bíblica.
Muita gente não entende o que quer dizer o pregador, mas ele é bem objetivo, embora nem sempre nossa mente alcance o que quer dizer, há sempre essa dificuldade, mas se nos empenharmos, teremos ricas lições dele. 
É dito que ele é o Schopenhauer da antiguidade, por causa da vida existencialista que o pregador tanto pregava, e também pelo pessimismo que ele tanto evoca. Mas o pregador vai além dele, ele aponta para Deus como o Supremo Bem da humanidade, e tudo o que deve ser buscado é sua presença sem mais delongas. Aproveitar a vida é bom, ter os mais doces prazeres também, mas devemos levar em conta que tudo isso irá ser trazido á prestação de conta. Isso, o outro filósofo não fez. 
O pensamento de Eclesiastes é por demais rico para ser desprezado. Sejamos como o sábio, investiguemos tudo e não nos deixemos enganar por meras especulações e distorções de palavras. Observemos bem, Deus não nos fez para sermos idiotas.

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