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domingo, 23 de março de 2014

TEMPOS DE OURO EM CALDEREIRO

Caldeireiro. Iputinga. Lembro bem dessa igreja, quando minha mãe fazia parte lá, e eu ia muito para a mesma; não só eu, mas meus irmãos também iam com ela. Belos tempos. Ela fazia parte da comissão, e nós morávamos em Casa Amarela, Recife, enquanto que essa congregação ficava próximo à Caxangá, perto também do bairro do Monteiro, Recife.
quando eu comecei a ir, a dirigente de lá era uma irmã, de cor negra escura. Faz muito tempo isso. Era uma mulher de Deus, segundo minha mãe dizia, orava muito, e certa vez, orando ela e umas irmãs durante toda a noite, pois naquela época as irmãs oravam de verdade, Deus derramou tal poder que uma delas desmaiou, pois não aguentou o poder, e as outras também sentiram o quanto foi forte o derramamento, e Deus disse depois que elas "não aguentariam se ele derramasse mais". Era uma bênção.
O círculo de oração era muito animado, Deus se revelava muito, havia bastante curas e outros milagres do poder de Deus. Aquele círculo de oração era mesmo uma bênção de Deus. Vinham irmãos de toda parte, até do interior. Muita gente de Abreu e Lima iam para lá, como pastores e presbíteros, diáconos, e outros. Não havia ainda essa separação que há hoje, um visitava o outro numa boa.
Depois que a primeira dirigente morreu, veio a irmã Zeza, sua visse, que vinha no mesmo espírito que a outra. Essa irmã era uma mulher loira muito bonita, educada,simples, cheia de bondade e unção de Deus, com quem Ele falava de uma forma extraordinária. Deus a usava em cânticos espirituais de uma forma linda, tal qual nunca mais eu escutei de novo.Sua voz já era linda, e cantando esses cânticos, era uma sublimidade, uma paz tão tocante, tão forte, que nós ficávamos embriagados com ela. 
Eu gostava de ver ela pregar.Falava bem demais, conhecia bem a Palavra como poucas naquela época. Nunca esquecia quando ela, conversando com minha mãe, falava tanta coisa que passava, tanta provação que ficava difícil até para fazer a obra. Era uma mulher de jejum e oração, de forma que emagrecia muito por causa disso.Mas valia a pena, pois Deus a enchia de poder, a usava com excelentes dons.Ela continuou com o mesmo espírito da outra, como Elias e Eliseu. Nesse caso, eram duas mulheres. Gostava de ouvir  ela me dar conselhos, tão gentil que era, e da mesma forma suas filhas, todas lindas mulheres e meninas.
A gente ia para lá, muitas vezes, a pé, desde Casa amarela, passando pelo Alto do Mandu. Descíamos uma escadaria que ia dar próxima a uma ponte, que se atravessava e andava uns minutos até a congregação. Era uma bênção; eu andei muito por aquelas bandas. Até hoje eu lembro o caminho, e vou sem errar por ele, embora muito tempo não passe por ali.
Muitas vezes, quando havia dinheiro, a gente ia de ônibus, e pegávamos dois. Quando não podíamos, pegávamos só um, e andávamos ainda um pouco para chegarmos em casa. Bons tempos aqueles.
Depois que a irmã Zeza saiu, assumiu a irmã Carminha em seu lugar, e a oração ficou a mesma coisa, Deus continuou operando bastante, e muitas bênçãos ainda aconteciam, os irmãos  de Abreu e Lima continuavam a ir para lá, como o pastor Joabe, presbítero na época, e o seu pai, o pastor Zé Gomes. Deus os usava de forma maravilhosa. Grandes homens de Deus.
Caldeireiro foi uma bênção para mim, aprendi muito vendo os testemunhos daquelas irmãs, e a vida de oração delas, e o sofrimento que passavam.
Agora, aquela época é só lembranças. Essas irmãs foram mesmo uma bênção para mim, e nunca mais  esquecerei esses tempos de ouro de Caldeireiro.

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