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terça-feira, 16 de novembro de 2010

OS DOCES PRADOS DE RECIFE

 É delicioso estar no templo-sede da igreja Assembléia de Recife ouvindo a preleção do pastor presidente – Ailton José Alves–, toda segunda-feira à noite. Sempre estão sendo ministrados estudos grandiosos para o deleite espiritual de quem ouve, seja estando lá no templo, na avenida Cruz Cabugá, 29, no centro da Veneza Brasileira, no bairro de Santo Amaro ou mesmo escutando pela Rede Brasil de Comunicação e também pela internet.

Esse templo comporta umas cinco mil pessoas sentadas, mais umas duas ou três mil em pé. É grande. Imagine ele lotado. Todo mundo estudando a palavra de YAOHU. Toda semana. É isso que acontece em Recife, para a glória de Deus, o Eterno. Desde a parte mais remota do templo até ao púlpito os irmãos têm o singular desejo de estudar as Santas Escrituras. Jovens, adolescentes, crianças, idosos, todos vão ao templo aprender a Palavra. A fome é intensa. Milhares de Bíblias abertas, lendo os versículos ditos pelo preletor. Para quem está longe do púlpito, a igreja disponibilizou alguns aparelhos de tv de display de plasma para que fiquem postos nas paredes e os irmãos fiquem sentados vendo o pregador, que no caso é o pastor Ailton mesmo, ou quem quer esteja lá ministrando a Bíblia. Os estudos são sempre sistemáticos, fazendo lembrar de Esdras e Neemias, que ensinavam a Lei ao povo, para que conhecessem melhor a Adonai e o agradassem, e para que não mais cometessem as mesmas iniqüidades de seus ancestrais. Pelo menos ninguém pode dizer que os irmãos de Recife não gostam de estudar a Bíblia. Quadrado é quem não faz isso. Estudamos a mensagem do Senhor para não sermos como uma folha levada por todo vento de doutrina, como em muitas igrejas vem acontecendo; e também como manda Paulo em Efésios, nos firmamos em Deus, na profundidade do seu amor. O pastor presidente tem pelo menos nesse ponto, velado pelo corpo de Cristo, cuidando das ovelhas dele.

Quem olha para o púlpito lá de trás ou da parte de cima da nave do templo, vê aquelas dezenas de ministros, boa parte deles de Bíblia e papéis na mão, tipo rascunho, anotando os versículos e comentários feitos pelo pastor, vê a beleza que é isso. Muitos deles vêem do Sertão do estado, outra parte, do Agreste, para estarem ali estudando os preceitos divinos. Muitas vezes os missionários vêm visitar ou fazer algum tratamento médico, e aproveitam e ficam cultuando, fortalecendo-se na doutrina, matando a saudade de sua terra. Sempre a igreja se fortifica nesses estudos. Numa época como a de hoje, poucos pastores há, justiça seja feita, que possuem essa preocupação de cuidar das ovelhas. A maioria só quer sua lã, mais nada, e dão umas palhas podres, ou secas, e cheias de imundície, ao invés de dar o trigo, o Maná. Recife não tem disso não, e, se houver o tal, é conclamado a abandonar tais práticas. Que IAVÉ seja para sempre louvado. Depois que termina o culto, é de espantar a quantidade de gente que vai pegar ônibus e entrar em seus veículos, saídas do templo; praticamente as empresas de ônibus vão buscar só os evangélicos em dia de festa ou em dia de Culto de Doutrina – que por si mesmo já uma festa –, tamanha é a quantidade de cristãos que deixam o templo. Lindo. Um mar de pessoas. Quem traz crianças, pode deixá-las ao encargo de algumas irmãs que são preparadas para isso. Poucos antes do termino do culto, elas são liberadas para voltarem aos braços dos pais. Espalhados pelo recinto sagrado há vários irmãos da parte organizacional que cuidam das entradas das caravanas que chegam ao estudo da Bíblia; cada um tem um walkie-talkie para melhor se comunicarem e fazerem de forma mais eficaz o trabalho para o qual foram separados.

Toda segunda é a mesma coisa: um banquete. E o bom disso tudo é que o pastor explica o sentido certo do texto, dentro da hermenêutica bíblica, prestando atenção ao léxico, ao contexto histórico e ao contexto cultural, e até às normas da nossa língua, como deve ser feito. Muitos irmãos que tinham uma visão literalista e espiritualizada da Bíblia, agora estão mudando sua forma de ver o texto sagrado. Ainda bem, pois assim a igreja cresce mais em conhecimento, em poder, em força, conforme o modelo das sagradas escrituras. Dessa forma não cairemos no mesmo erro da igreja de Corinto: o enfraquecimento espiritual e a soberba.











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